Porque hoje é Sexta.....
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Bom fim de Semana
Um Blog que percorre o domínio da especulação intelectual,difundindo a actividade cultural, moral e social do Porto XXI.
sexta-feira, outubro 27, 2006

Tenham consciência de vós...
"A má-fé é a mentira para si mesmo. Porém o facto de deixar de fazer uso dela leva o indivíduo à angústia porque ele não mente mais para si e toma consciência de que tudo que ocorre de bom ou mal na sua vida é culpa dele, portanto, não há ninguém responsável pelos acontecimentos da sua vida quer sejam eles bons ou maus.
Ao tomar consciência disto o homem sai do estado de má-fé e passa a estar em angústia pois, ele deixou de se enganar restando apenas a sua real situação. Esta passagem do estado de má-fé para a angústia é extremamente importante para que o sujeito possa ser livre." Sartre
quinta-feira, outubro 26, 2006
O direito ao contraditório
Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa do Porto Editora, propaganda significa o “acto de propagar ou difundir uma ideia, opinião ou doutrina”.3 Artigos publicados num blog, num curto espaço de tempo, que incidem sobre a mesma temática de cariz político, parecem-me, no mínimo, uma tentativa de difundir uma ideia.
Num blog que se quer plural e aberto, talvez devêssemos começar pelas mentalidades.
A definição de crítica, mais uma vez pelo mesmo dicionário, fala-nos de uma “apreciação do valor intelectual, estético, moral, de obras humanas”, pelo que me parece que todas as críticas sobre todas as “obras” sejam bem-vindas e saudáveis.
Lamento que a susceptibilidade a certos temas e críticas não permita uma discussão clara e objectiva dos assuntos, mas congratulo-me com o facto de um comentário ter trazido ao blog novos visitantes.
Aqui encerro este capítulo na esperança de que o pensamento continue invicto. O meu continua certamente.
Desafio
Aí vai um desafio para quem quiser tentar - um teste realizado num curso na American Air Lines.
Na frase abaixo deverão ser colocados 1 ponto e 2 vírgulas para que a frase tenha sentido.
Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue na toalha.
Solução? Sei mas só digo depois de receber respostas…
Na frase abaixo deverão ser colocados 1 ponto e 2 vírgulas para que a frase tenha sentido.
Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue na toalha.
Solução? Sei mas só digo depois de receber respostas…
segunda-feira, outubro 23, 2006
EDUARDO PRADO COELHO
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O FIO DO HORIZONTE
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O homem contradito
O fenómeno é conhecido: nenhum de nós é um ser inteiriço, feito de uma só cara, antes quebrar que torcer. Todas as pessoas têm atitudes diversas dentro de si e algumas contraditórias. Ainda há dias Júlio Machado Vaz explicava nas suas conversas da manhã, que um pedófilo pode ao mesmo tempo ser alguém que estabelece as maiores exigências de puritanismo no interior da sua própria casa. Sabemos também (leia-se Vasco Pratollini) que alguns lutadores políticos e sindicalistas, que são capazes de sair para a rua de peito aberto às balas da polícia, podem ser como chefes de família de um extremo autoritarismo. A causa da liberdade é uma ideia, pela qual se está disposto a morrer, mas o autoritarismo é uma prática há muito enraizada no quotidiano. Todo o homem é um ser contradito - mas uns mais conscientemente do que os outros.
Um exemplo extremo dessa inconsciência é Rui Rio. Aposto que ele acredita piamente nas sociedades livres e abertas, onde o Estado tem apenas uma função reguladora, porque tudo está entregue à roda cega do mercado. Aposto, e não me creio enganar. Ele é um "social-democrata" convicto, pelo menos daquela forma algo desfigurada que a "social-democracia" assumiu entre nós, dada a distorção generalizada dos nomes e realidades (não é, por exemplo, que o pensamento da direita pura e dura se situa no Centro Democrático e Social?).
Mas Rui Rio é ao mesmo tempo alguém que actua como governante em termos completamente diferentes. Neste caso, os seus métodos são tipicamente estalinistas, ou pelo menos específicos das sociedades de Leste, ditas "socialistas", mas que de socialistas tinham muito pouco; eram sobretudo modelos "soft" de práticas nostalgicamente estalinistas. Rui Rio estará sempre na primeira linha do combate a estas sociedades que sinceramente detesta. Mas procede como um Ceaucescu de meia tigela.
O que ele acaba de fazer com o Rivoli é exemplo disso. É verdade que Rui Rio odeia a cultura e isto porque não sendo culto acha que tais atributos lhe ficariam bem, e por isso odeia o que deseja. Mas isto é apenas uma alínea de toda uma concepção de política cultural. O seu (e meu) amigo Pacheco Pereira, num daqueles artigos em que uma pessoa deveria pintar a cara de preto, é capaz de dizer a seu favor que ele prefere tomar medidas sociais a culturais. É como se um Primeiro-Ministro se preocupasse apenas com a educação e não quisesse saber nem da agricultura, nem da saúde. Então isto agora é assim? Escolhe-se uma pista para o animal correr e nunca se sai dela?
Em relação aos ocupantes do Rivoli, cordatos, pacíficos, dialogantes, mas corajosos defensores de uma causa, Rui Rio utilizou toda a panóplia dos métodos estalinistas. Não deu a cara, mandou uns títeres em seu lugar, cortou a electricidade, cortou a água, só não cortou mais nada porque não pôde, e pelas seis da manhã, hora voluptuosa de todos os ditadores, enviou diversas polícias e, depois de um interrogatório, considerou os ocupantes como arguidos em processo crime. Melhor era difícil. Triste Rio aliterante. O seu mandato será sempre marcado por estas reacções insensatas que apenas sinalizam uma enorme frustração. Eles são "intelectuais", eu não. Por isso os odeio em geral, aos que escrevem em jornais em particular, e sobretudo odeio todos aqueles que neste processo ousaram demitir-se dos seus cargos na estrutura camarária. Mas terá sempre o apoio do Fernando Almeida, uma espécie de soldado desconhecido na cultura, e que por isso é de confiança. O homem contradiz-se.
Fonte: Público
Solidão ou sentir-se só?!
Todas as palavras que pairam no ar, saidas das cordas vocais de qualquer comunidade, são sempre expressas numa vertente positiva, mas na realidade, cada palavra invoca duas vertentes: a possível lógica convencional e a lógica oculta, que é desconhecida pelo homem comum, talvez por encarar um optimismo absurdo e ter os occipitais cobertos por uma névoa.
A solidão por exemplo, é explicada pelo ser humano através daquilo que lê no dicionario, o que o torna inutil e não querendo de maneira alguma ferir susceptibilidades, repreendo-o por não conseguir ver para além daquilo que está intitulado de horizonte psicovisual. A solidão é demasiado indescritível e inexplicável, só o homem comum que se auto nomeou como o animal mais inteligente , segundo ele diz, o sente de forma conveniente e plausível, o que o torna ainda mais inutil, face à sua pratica de exprimir uma palavra possivelmente desconhecida de forma breve e acessível.
A solidão além de inevitável, não pode ser profundamente negativa, pois para mim, é um facto vitorioso, define aquilo que eu sou em relação ao ser humano em geral que nunca há-de ser um animal superior enquanto nao compreender porque foi ele o escolhido para dominar este suposto mundo real.
É desnecessário falar de solidão face ao diferente raciocinar do homem que se contenta por ser um animal de sociedade imposta, mas se souberem o significado, ou pelo menos uma parte dele, entao partilho-vos a minha definição mais concreta e compreensivel em parte: Solidão? Prefiro sentir-me só.
A solidão por exemplo, é explicada pelo ser humano através daquilo que lê no dicionario, o que o torna inutil e não querendo de maneira alguma ferir susceptibilidades, repreendo-o por não conseguir ver para além daquilo que está intitulado de horizonte psicovisual. A solidão é demasiado indescritível e inexplicável, só o homem comum que se auto nomeou como o animal mais inteligente , segundo ele diz, o sente de forma conveniente e plausível, o que o torna ainda mais inutil, face à sua pratica de exprimir uma palavra possivelmente desconhecida de forma breve e acessível.
A solidão além de inevitável, não pode ser profundamente negativa, pois para mim, é um facto vitorioso, define aquilo que eu sou em relação ao ser humano em geral que nunca há-de ser um animal superior enquanto nao compreender porque foi ele o escolhido para dominar este suposto mundo real.
É desnecessário falar de solidão face ao diferente raciocinar do homem que se contenta por ser um animal de sociedade imposta, mas se souberem o significado, ou pelo menos uma parte dele, entao partilho-vos a minha definição mais concreta e compreensivel em parte: Solidão? Prefiro sentir-me só.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Serviço público em vez de lucro
Paulo Ribeiro, director do Teatro Viriato, em Viseu, diz que não "há palavras" para definir o que está acontecer no Teatro Rivoli, no Porto. Mas é com palavras que tenta manifestar a sua indignação. "É espantoso como uma cidade que foi, em 2001, Capital Europeia da Cultura, chega a este estado de aniquilamento e devastação". O criador acusa o actual Executivo camarário de liderar "um acto de terrorismo", deixando "o Porto mutilado", e fomentando o que diz ser "uma redundância" "Se a ideia é ter uma simples sala de espectáculos, o Coliseu já cumpre essa função".
Lamentando "a espécie de alergia que Rui Rio parece ter em relação ao pensamento e à criação", Paulo Ribeiro estabelece duas comparações a primeira com Lisboa, "que tem dois teatros municipais - S. Luiz e Maria Matos -, com uma programação intensa e de altíssima qualidade"; a segunda com o próprio teatro que dirige: "Temos 750 mil euros por ano, repartidos entre o Ministério da Cultura e a autarquia".
Neste contexto, como corrobora Victor Nogueira, do Teatro de Vila Real - o equipamento é gerido por uma empresa municipal constituída para esse efeito -, o Porto fica claramente em desvantagem em relação a outras cidades. "A Câmara está a cometer um erro estratégico muito grave. A principal função dos teatros municipais é assegurar uma filosofia de serviço público e não obter lucro. Ou deveremos exigir que a educação e a saúde sejam também rentáveis?", questiona.
Manuel Portela, do Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, dá a resposta. "Se a programação for entregue à lógica de mercado, deixa de haver formação de novos públicos e experimentação artística e passa a haver meras salas de entretenimento". E acrescenta "A situação do Rivoli é muito semelhante à do teatro que dirijo: entre 1999 e 2005, a autarquia comparticipou 10% da programação; actualmente demitiu-se de qualquer apoio". Em Aveiro, Rui Sérgio, director artístico do Teatro da Trindade, só lamenta "que a ocupação do Rivoli seja tardia: não perde o mérito, mas perde o peso necessário para alterar a decisão de Rui Rio".
Fonte: Jornal de Notícias
quarta-feira, outubro 18, 2006
Itália proíbe programa que revelou uso de drogas por deputados
ROMA (Reuters) - O órgão italiano que protege a privacidade suspendeu na terça-feira a transmissão de um programa de TV satírico que constatou amplo consumo de drogas entre políticos. Mas a decisão apenas agravou a tempestade criada pelo anúncio do programa.
O programa Le Iene anunciou na segunda-feira que fez exames secretos com 50 deputados e constatou que quase um terço deles tinham consumido drogas nas 36 horas anteriores, sendo que 12 apresentaram resultado positivo para maconha e quatro para cocaína.
A façanha mais recente do Le Iene (As Hienas), programa conhecido por realizar apanhados que causam constrangimento a figuras públicas, ocupou as primeiras páginas da maioria dos jornais italianos na terça-feira. As reações dos políticos variaram da satisfação à revolta.
Um repórter do programa se fez passar por entrevistador de um programa de televisão satélite inexistente e procurou os deputados para ouvir suas opiniões sobre o orçamento provisório para 2007. Entre uma tomada e outra, um falso maquiador enxugou suas testas. As células coletadas pelas toalhas do "maquiador" foram submetidas a exames para a detecção de drogas.
O programa Le Iene vai ao ar na emissora Italia Uno, um dos três canais nacionais pertencente à Mediaset, empresa controlada pela família do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
A decisão tomada pelo órgão protetor da privacidade de impedir a transmissão do programa, que estava previsto para ir ao ar na noite de terça-feira, foi tomada porque o material para os exames foi colhido de maneira secreta e ilícita.
Vários dos 50 deputados testados apelaram para que o programa fosse ao ar, e a deputada de direita do Parlamento Europeu Alessandra Mussolini, neta do ditador da 2a Guerra Mundial Benito Mussolini, disse que a decisão de suspender o programa mostra que a Itália é governada por um "regime" não liberal.
"A censura a uma investigação jornalística é um episódio grave que vou levar ao Parlamento Europeu. É uma vergonha", disse ela.
Ítalo Bocchino, da conservadora Aliança Nacional, que na segunda-feira tinha ameaçado processar os responsáveis pelo programa, disse que, em vista da reação pública, os exames de drogas devem ser feitos com todos os deputados e senadores.
"Desse modo os eleitores saberão se os representantes nacionais são pessoas que infringem suas leis relativas aos entorpecentes", disse ele. A AN, que é a oposição de centro-direita de Berlusconi, faz campanha pela proibição total do consumo de drogas.
Grupos de pressão liberais disseram que o Le Iene trouxe à tona a hipocrisia que cerca as leis italianas rígidas relativas às drogas. Essa postura é endossada também pelo ministro do Meio Ambiente e líder do Partido Verde, Alfonso Pecoraro Scanio.
"Foram aprovadas leis absurdas que castigam jovens por fumar um cigarro de maconha, e então descobrimos que há pessoas nos mais altos cargos políticos que consomem cocaína em excesso", disse ele.
O programa Le Iene anunciou na segunda-feira que fez exames secretos com 50 deputados e constatou que quase um terço deles tinham consumido drogas nas 36 horas anteriores, sendo que 12 apresentaram resultado positivo para maconha e quatro para cocaína.
A façanha mais recente do Le Iene (As Hienas), programa conhecido por realizar apanhados que causam constrangimento a figuras públicas, ocupou as primeiras páginas da maioria dos jornais italianos na terça-feira. As reações dos políticos variaram da satisfação à revolta.
Um repórter do programa se fez passar por entrevistador de um programa de televisão satélite inexistente e procurou os deputados para ouvir suas opiniões sobre o orçamento provisório para 2007. Entre uma tomada e outra, um falso maquiador enxugou suas testas. As células coletadas pelas toalhas do "maquiador" foram submetidas a exames para a detecção de drogas.
O programa Le Iene vai ao ar na emissora Italia Uno, um dos três canais nacionais pertencente à Mediaset, empresa controlada pela família do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
A decisão tomada pelo órgão protetor da privacidade de impedir a transmissão do programa, que estava previsto para ir ao ar na noite de terça-feira, foi tomada porque o material para os exames foi colhido de maneira secreta e ilícita.
Vários dos 50 deputados testados apelaram para que o programa fosse ao ar, e a deputada de direita do Parlamento Europeu Alessandra Mussolini, neta do ditador da 2a Guerra Mundial Benito Mussolini, disse que a decisão de suspender o programa mostra que a Itália é governada por um "regime" não liberal.
"A censura a uma investigação jornalística é um episódio grave que vou levar ao Parlamento Europeu. É uma vergonha", disse ela.
Ítalo Bocchino, da conservadora Aliança Nacional, que na segunda-feira tinha ameaçado processar os responsáveis pelo programa, disse que, em vista da reação pública, os exames de drogas devem ser feitos com todos os deputados e senadores.
"Desse modo os eleitores saberão se os representantes nacionais são pessoas que infringem suas leis relativas aos entorpecentes", disse ele. A AN, que é a oposição de centro-direita de Berlusconi, faz campanha pela proibição total do consumo de drogas.
Grupos de pressão liberais disseram que o Le Iene trouxe à tona a hipocrisia que cerca as leis italianas rígidas relativas às drogas. Essa postura é endossada também pelo ministro do Meio Ambiente e líder do Partido Verde, Alfonso Pecoraro Scanio.
"Foram aprovadas leis absurdas que castigam jovens por fumar um cigarro de maconha, e então descobrimos que há pessoas nos mais altos cargos políticos que consomem cocaína em excesso", disse ele.
segunda-feira, outubro 16, 2006
O sonho do homem
O sonho do homem, a resolução para o trânsito e a solução para menos acidentes.E "se o homem sonha a obra nasce".
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