
Se houvesse justiça neste mundo, o holandês Co Adrianse seria chamado à pedra e condenado a pagar ao FC Porto uma indemnização equivalente, pelo menos, a 50 anos dos seus salários, por ter despachado o brasileiro Diego, depois de o tirar da equipa, das listas de convocados, etc, etc. e nestes etc cabe muita coisa, o que lá se quiser pôr, que deve ser tudo verdade. Depois do “show” que Diego deu na semana passada, quando o Werder Bremen jogou em Madrid com o Real, para a Liga dos Campeões, os dirigentes do clube espanhol ficaram doidinhos de todo. “Presidente, é preciso contratar Diego, é o novo Kaká”. Esta frase, lê-se hoje no diário desportivo “Marca”, foi dita a Ramón Calderón por outros membros da direcção do campeão de Espanha, que ficaram siderados com a exibição do internacional brasileiro. Aqueles dirigentes, diz ainda a “Marca”, estão a pensar na “economia branca”, ou seja, no que o Real Madrid pode lucrar com a contratação. “Vale quatro vezes menos do que Kaká e pode ser tão bom jogador como o do Milan”, terão dito e redito a Calderón, admitindo que a contratação poderia custar 25 milhões de euros. Diego, escreve ainda o diário espanhol, “impressionou a zona nobre do Bernabéu” e já na época passada esteve a ser atentamente seguido, “pensava-se nele como alternativa para o meio-campo”. O actual técnico do Real Madrid, o alemão Bernd Schuster deu o seu aval, mas Mijatovic, director desportivo, recusou a opção, com o argumento de que o brasileiro teve “problemas no balneário do FC Porto”. Um “erro”, sublinha a “Marca”. “O problema de Diego foi que o puseram a jogar fora da sua posição e nada mais. No Werder Bremen, entenderam-no desde o início e deram-lhe o seu lugar, de médio-criativo. O resultado é que o brasileiro foi considerado o melhor jogador da Bundesliga, é aclamado pelos adeptos”, lê-se também naquela publicação, que acrescenta que os companheiros o vêem como líder. O Werder Bremen, recorde-se, prolongou há dias o contrato com Diego até 2011. Por alguma coisa será. Para além do valor desportivo de Diego, há o outro, como se vê, mas saiu do Dragão para a Alemanha por seis milhões de euros. Quando o FC Porto quis voltar atrás, logo após a saída do treinador holandês, era tarde, o Werder Bremen deu o assunto por encerrado. E estava. Deve haver por aí algumas orelhas torcidas sem deitar sangue. É natural.
Fonte: Jornal OJogo