terça-feira, novembro 13, 2007

Finalmente algo no Porto!!


Novo festival no Porto

Sons and Daughters, Tunng, 1990s e Black Strobe confirmados no Heineken Paredes de Coura Club.

Heineken Paredes de Coura Club é o nome de um novo festival a acontecer no Porto, nos próximos dias 14 e 15 de Dezembro.
A notícia foi confirmada à BLITZ por João Carvalho, da Ritmos. Do cartaz do evento fazem parte os escoceses Sons and Daughters (na foto) e 1990s, os franceses Black Strobe, os ingleses Tunng e os portugueses Sizo, bem como o DJ Jean Nippon e os New Young Pony Club, em formato de DJ set.
Todos os espectáculos acontecem no Teatro Sá da Bandeira. Os bilhetes custam 15 euros (um dia) ou 25 euros (dois dias).

Excelente iniciatiava a semelhança do que aconteçe noutros paises com vários Festivais a fazerem o mesmo, como por exemplo o Club Primavera Sound ou o Glastonbury Club. Porém acho que para ter adesão o cartaz ainda vai ter de melhorar um bom bocado, porque os Portuenses andam sedentos de boa música mas na minha opinião não ''comem'' tudo!!

Interpol@Coliseu de Lisboa

Pioneer To The Falls


C'mere


No I in Threesome


Já que momentos como este escasseiam pela nossa cidade, nunca é demais repetir-me.....

sexta-feira, novembro 09, 2007

Grand National - By The Time I Get Home There Wont Be Much Of A Place For Me



Grande musica da minha última descoberta - Grand National!! E também um excelente videoclip!!

They say you're nothing but a party girl,
Just like a million more all over the world...

Elvis Costello - Party Girl

Girlie Magazines

Alphonso Mucha e Jules Cheret criaram as primeiras imagens de mulheres em poses sensuais para posters no final do século XIX, em Paris. Com os posters, vieram os calendários com mulheres de silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época, já no século passado. Debaixo de uma aura de inocência, transparece toda a sensualidade acentuada por roupas que deixam, aqui e ali, aparecer um pedacinho do corpo da figura retratada. Apesar da censura, os traços elegantes do movimento art noveau acabaram por tornar aceitáveis as figuras desnudas, que estamparam desde os filtros de cigarros às caixas de bombons.
Nos anos 20, Raphael Kirchner ilustrou a vida parisiense com mulheres assumidamente sensuais, muitas vezes em poses e situações que denotavam lesbianismo. Nessa época, porém, era Hollywood quem mais produzia posters para divulgar os filmes. A revista Esquire também ilustrava as suas páginas com mulheres sedutoras que acompanhavam os soldados que partiam para a segunda guerra. Foram elas que, pela primeira vez, mostraram os seus pêlos púbicos numa revista masculina.
Do desenho, surgiram as pin-ups em carne e osso. As mais famosas foram Betty Page e Norma Jean, que virou Marilyn Monroe e cuja estreia, em fotos para um calendário nua sobre um fundo de veludo vermelho, tornou-se uma imagem reconhecida em todo o mundo.

Pin-ups de Peter Driben







quinta-feira, novembro 08, 2007

O FEMINISMO

Nas sociedades "ditas" ocidentais, o Feminismo, passou de uma necessidade a uma moda e agora a um fanatismo desmedido da mulher na procura da auto-afirmação usando como pretexto a obtenção de igualdade. Igualdade essa relativa, porque, apregoam cada vez mais por direitos, todos consagrados já nas lei ocidentais, mas agora e cada vez mais apregoam por regalias, querendo mesmo regimes de exclusividade feminina.

Estou certo que a xenofobia do séc. XXI será o feminismo levado ao seu extremo, como um fanatismo comparado aos movimentos extremistas nacionalistas e/ou religiosos. A vontade da mulher feminista contemporânea passa pela vontade quase hitleriana de extermínio do homem, e se deixarmos, podemos mesmo assistir há formação de campos de trabalho forçado (trabalhos que já são os homens que fazem e as mulheres não apregoam) ou a campos de extermínio em massa.

Comecei por dizer que a igualdade defendida pelos movimentos feministas era relativa e passo a explicar porquê; já viram as mulheres a apregoar mais trabalhos de uso da força, como a exploração mineira e petrolífera, a carpintaria, ou a mestre de obras etc, etc, etc… ou a defenderem que quem deve abrir a porta do carro e pagar as contas do jantar são as mulheres, não claro que não, por isso, é caso para dizer que o feminismo deixou de ser uma luta das mulheres e passou a ser um novo fundamentalismo xenófobo do séc. XXI.

Contudo e apesar de não gostar da mulher feminista vejo no poema de António Gedeão ainda uma realidade dos tempos de hoje nas sociedades que se dizem desenvolvidas… infelizmente!!!
Foto: contra-capa do album She Want's Revenge

A Concert To Admire!!


Mais uma vez não me arrependo de me ter rendido ao ''centralismo musical'', ter feito uns kilometrositos e de ter gasto alguns euros para assistir a a horita e meia de música ao vivo!! Estou a falar do concerto de Interpol ontem a noite no fantástico coliseu de lisboa. O concerto dos Americanos Interpol estava ganho a partida , com bilhetes esgotados ha muito, uma legião de fãs que eu desconhecia existir, sedentos de ouvir pela 1ª vez os Interpol fora do contexto de um grande festival!!
E na minha opinião não desiludiram, tocaram músicas dos três albuns, sem mácula, a roçar a perfeição!
Os quatro Interpol entraram ao som da guitarra de Daniel Kessler, atirando-se parcimoniosamente ao expectante «Pioneer To The Falls». A postura da banda em palco manteve-se inalterável de início ao fim: Paul Banks (voz, guitarra) ao meio, Daniel Kessler (guitarra) à esquerda (ambos na frente de palco); atrás, o baixista Carlos Dengler (à direita) e o baterista quase quarentão Sam Fogarino (centro).
Com poucas palavras entre as músicas, os Interpol reservaram para a primeira metade do concerto êxitos como «Obstacle 1» e o novo single «Mammoth», seguramente um dos temas mais vibrantes do repertório da banda.
Sem surpresas, «Slow Hands» agitou as hostes pelas primeira vez, mas a banda não capitalizou e repousou numa extensíssima «The Lighthouse», que fez acender cigarros na plateia.
Para o final, nova remessa de êxitos: em «Evil» clamou-se por Rosemary, em «The Heinrich Maneuver» recriou-se a «sonoridade Interpol» clássica (guitarras crispantes, voz grave e solene, secção rítmica geometricamente esculpida); «PDA», tensa e feroz, representou despedida em grande estilo.


Alinhamento
Pioneer To The Falls
Say Hello To The Angels
Narc
Obstacle 1
Scale
Mammoth
No I Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
The Lighthouse
Evil
C'mere
The Heinrich Maneuver
Not Even Jail
Take You On a Cruise
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA

«Pioneer To The Falls»


Começou assim em Lisboa...

«Mammoth»


Por aqui passou.....

«PDA»


E assim terminou...

Como é evidente passaram por todos os clássicos, mas esses todos conhecem...
É evidente que em Lisboa foi ainda melhor (Mas ainda não há videos!!) porque eu estava lá!!

Contêm excertos e fotos da reportagem efectuada pelo Blitz

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.


Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.


Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Dedico este poema a todas as Luisas espalhadas pelo mundo fora


Poema de António Gedeão

PS: O Pintinho gosta muito deste poema... até ja o recitou

quarta-feira, novembro 07, 2007

A mulher que ELES chamam fatal


Fotografia de Aaron Hawks
Sempre bem vísivel 'a ambivalência da atitude masculina diante do feminino (e até aqui nada de novo): fascinação e repulsa, adoração submissa e ódio agudo (poderíamos dizer histérico?), desejo de aconchego e terror incontrolável' (Dotin-Orsinni)
Deixando-nos de politiquices, futeboladas e outras coisas mais, o que me dizem sobre o comportamento ambíguo deles em relação a elas? Será que a liberdade - ou liberdades - da mulher afronta tanto a mente masculina?

segunda-feira, novembro 05, 2007

Lesão de Figo

Estou a escrever estas palavras pelo simples motivo de mostrar um pouco da minha indignação em relação ao lance que provoca a lesão ao jogador Luís Figo.
Toda a comunicação social empolou o lance duma forma demasiadamente excessiva... tentando dizer que o checo Nedvěd teve uma entrada demasiadamente maldosa... Após uma análise calma, reparei que Nedvěd chega mesmo a tocar na bola... Estamos a falar de um jogador que durante toda a sua carreira levou uma conduta extremamente correcta e plena de Fair-Play... e não se esqueçam que o oposto não se verifica! O lance é totalmente ocasional... até creio que o cartão amarelo é exagerado...
Acho que a comunicação social portuguesa por vezes devia analisar melhor os factos antes de os comentar!!! Mas isso talvez seja o mais difícil!!!
Tocam no menino... ui ui...

sexta-feira, novembro 02, 2007